Fragmentos
Ela ainda ouvia seu coração palpitar.
Parecia repetir o mesmo nome, sem cessar.
Mesmo depois de toda a guerra, todas as cenas,
Todos os medos expostos,
Todo o estraçalhar de esperanças:
Seu coração ainda dizia o nome dele.
E repetia, repetia, repetia...
E a cada batida, parecia ressoar mais forte, incomodava mais.
Como uma ferida que inflamava e que doía.
Não via mais nada.
Seus olhos enxergavam apenas uma nuvem desfocada,
Um embaralhar de imagens,
um contrasenso da realidade pairava perante seus olhos
E ela não entendia.
Não entendia aquele acumulo de distorções
Que, se diziam alguma coisa,
Não diziam coisa alguma.
Na sua boca subia-lhe a náusea.
O gosto da bile passeando em sua língua.
E nem o sal de uma lágrima ousou tocar seus lábios
Sentia ainda o cheiro do amor machucado,
O olfato de seus medos que entrava por suas narinas como éter e
Se ainda fosse humana, talvez chorasse.
Aquele cheiro que sentia, longe dos aromas agradáveis de outrora,
Era agora símbolo,
Era fato,
Era agora ato
De uma inação desesperada.
E ela...
Ela era só tato.
Era só lâmina.
Era só corpo.
Logo ela, que era feita de abstrações.
Logo ela que alimentava tantas e tantas ilusões.
Já não ouvia o mesmo nome.
Já não ouvia nada.
E logo ela que era tanto...
Num instante, no entanto
Simplesmente já não era.
Parecia repetir o mesmo nome, sem cessar.
Mesmo depois de toda a guerra, todas as cenas,
Todos os medos expostos,
Todo o estraçalhar de esperanças:
Seu coração ainda dizia o nome dele.
E repetia, repetia, repetia...
E a cada batida, parecia ressoar mais forte, incomodava mais.
Como uma ferida que inflamava e que doía.
Não via mais nada.
Seus olhos enxergavam apenas uma nuvem desfocada,
Um embaralhar de imagens,
um contrasenso da realidade pairava perante seus olhos
E ela não entendia.
Não entendia aquele acumulo de distorções
Que, se diziam alguma coisa,
Não diziam coisa alguma.
Na sua boca subia-lhe a náusea.
O gosto da bile passeando em sua língua.
E nem o sal de uma lágrima ousou tocar seus lábios
Sentia ainda o cheiro do amor machucado,
O olfato de seus medos que entrava por suas narinas como éter e
Se ainda fosse humana, talvez chorasse.
Aquele cheiro que sentia, longe dos aromas agradáveis de outrora,
Era agora símbolo,
Era fato,
Era agora ato
De uma inação desesperada.
E ela...
Ela era só tato.
Era só lâmina.
Era só corpo.
Logo ela, que era feita de abstrações.
Logo ela que alimentava tantas e tantas ilusões.
Já não ouvia o mesmo nome.
Já não ouvia nada.
E logo ela que era tanto...
Num instante, no entanto
Simplesmente já não era.

5 Comentários:
Caramba!
Gi proseando!
E fazendo bem!
Muito bom o texto!
(Tô em Nova Friburgo!!! E arrumei uma mesa e um computador aqui pra mim, rs...)
Beijão, meninas!
Adorei!
Adorei MESMO!
Eu prefiro poesias sem rima, e essa foi pungente, arrebatadora...
Sugiro que você experimente fazer mais poesias assim, embora goste muito dos seus sonetos.
Bjns!
Olá Gi. Excelente o Fragmentos ! com Talentos !
Parabens.
Achei este caminho através do já conhecido Leandro " depoisdosvinte"
Abraços.
Pessoal,
Tá lindissimo...
Cada palavra transmite uma emoção, aquece o coração..Palavras que doem...Palavras tão reais...
Parabéns!!
Beijos
registrando presença novamente
ta faltando atualizar neh
fragemtnos.. muito massa
apareçam
www.tajan.blig.com.br
TECO - BALNEÁRIO CAMBORIU/SC
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