As Moiras riem de nós...
Você já se sentiu sendo arrastado pela vida? Como se você não tivesse nenhum controle, nenhum poder sobre os acontecimentos, como se você fosse uma reles peça de um quebra-cabeça que outra pessoa está montando?
Os gregos explicavam essa sensação pelo mito das Moiras ou Fatalidades, que seriam as senhoras do destino humano, responsáveis pelo fio da vida de cada um. Cloto fiava, Láquesis determinava o comprimento do fio e Átropos o cortava quando ele atingia o tamanho determinado.
O tempo dos mitos passou, e começamos a acreditar que o homem é o centro do universo, que temos domínio sobre a nossa vida e sobre o que está em torno de nós. Perdemos a noção da nossa fragilidade, passamos a nos dar importância demais.
Você vive correndo e nem percebe como depende dos movimentos no seu cotidiano, até que você escorrega, leva um tombo numa escada e precisa ficar vários dias em repouso. Você está dirigindo e acha que está no controle, porque você sabe dirigir. Mas não pensa que alguém, num outro carro, pode estar alcoolizado ou simplesmente distraído, e pode provocar um acidente fatal, inclusive ou apenas pra você.
É assim que a gente vive. Ignorando que não temos, nunca tivemos e provavelmente nunca teremos poder absoluto sobre as nossas vidas. Temos, sim, poder sobre as nossas escolhas. Mas elas não definem integralmente os rumos que tomamos. As escolhas de muitas pessoas, próximas de nós ou não, interferem em nossos caminhos, enquanto a recíproca também acontece.
É claro que devemos ter sonhos, traçar estratégias, perseverar. Mas precisamos também ter a consciência de que podemos ser afastados da rota a qualquer momento, por imprevistos além do nosso alcance. Já me senti sendo jogada em outra direção mais de uma vez, já me senti impotente diante de situações inesperadas, já me senti revoltada por ter que lidar com isso. E sei que vou me revoltar todas as vezes que isso acontecer.
Azar o meu. Azar o nosso, por considerarmos os gregos ultrapassados, superados. As Moiras riem de nós...
Os gregos explicavam essa sensação pelo mito das Moiras ou Fatalidades, que seriam as senhoras do destino humano, responsáveis pelo fio da vida de cada um. Cloto fiava, Láquesis determinava o comprimento do fio e Átropos o cortava quando ele atingia o tamanho determinado.
O tempo dos mitos passou, e começamos a acreditar que o homem é o centro do universo, que temos domínio sobre a nossa vida e sobre o que está em torno de nós. Perdemos a noção da nossa fragilidade, passamos a nos dar importância demais.
Você vive correndo e nem percebe como depende dos movimentos no seu cotidiano, até que você escorrega, leva um tombo numa escada e precisa ficar vários dias em repouso. Você está dirigindo e acha que está no controle, porque você sabe dirigir. Mas não pensa que alguém, num outro carro, pode estar alcoolizado ou simplesmente distraído, e pode provocar um acidente fatal, inclusive ou apenas pra você.
É assim que a gente vive. Ignorando que não temos, nunca tivemos e provavelmente nunca teremos poder absoluto sobre as nossas vidas. Temos, sim, poder sobre as nossas escolhas. Mas elas não definem integralmente os rumos que tomamos. As escolhas de muitas pessoas, próximas de nós ou não, interferem em nossos caminhos, enquanto a recíproca também acontece.
É claro que devemos ter sonhos, traçar estratégias, perseverar. Mas precisamos também ter a consciência de que podemos ser afastados da rota a qualquer momento, por imprevistos além do nosso alcance. Já me senti sendo jogada em outra direção mais de uma vez, já me senti impotente diante de situações inesperadas, já me senti revoltada por ter que lidar com isso. E sei que vou me revoltar todas as vezes que isso acontecer.
Azar o meu. Azar o nosso, por considerarmos os gregos ultrapassados, superados. As Moiras riem de nós...

7 Comentários:
Adoro a mitologia grega.
Sempre gostei, mas juro que não conhecia a história das Moiras.
Muito, muito interessante o texto, Leina.
Acho que complementa um pouco o que falávamos hj cedo, sobre o texto do Pedro Bial.
Parabéns!
Bem, agora só falta a Su e a Claudia colocarem algo aqui.
Pq a partir da semana que vem isso vai entrar nos eixos!
Cada um postando um dia sobre determinado tempo.
:-)
Eu não vou postar mais nada...tow inibida...uma jornalista escrevendo com essa excelência toda...
Muito bom, nunca duvide do seu talento.
Beijinhos
Porque tamanha preocupação com o que ou quem ou se existe controle?
Já repararam que grande parte das maiores contribuições à humanidade vieram quando alguém fechou os olhos e abriu o coração?
Somos parte e temos escolha. Basta.
Talvez a graça da vida seja essa: seja a de se achar dono da situação... Imagina se ficássemos 100% do tempo cônscios de que nossas expectativas, nossos sonhos podem ser destruídos em frações de segundo? Eu acredito que ainda prefiro a ilusão de achar que as Moiras não existem, aquieta o coração.
Boa a história dos Moiras
e gosatei tb dos outros posts
Legal!!!
APARAEÇAM TB!!!
TECO - BALNEÁRIO CAMBORIÚ/SC
«por maior que seja o número de raparigas, menos as virgens cristãs deverão ser dadas como esposas aos gentios, para evitar que o ardor da flor da idade não redunte em adultério da alma» ( Cânon 15º - 1º concílio ibérico seculo IV)
As Moiras riem de nós...poderá..!!!!!
Abraço
Paulo
Ainda bem que não controlamos 100% o nosso destino(há quem acredite que sim)pois são as interferências, as surpresas, que a vida nos fornece que fazem com que tenhamos vontade de viver a procura de um dia melhor.
Adorei o texto.
Beijos
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